Em paz também me deitar e dormir ei porque só do senhor me fazes habitar em segurança (Sl. 4:8)

Os antigos indianos, egípcios, gregos, e romanos, acreditavam que eram os deuses que  traziam os sonhos e que inclusive havia os deuses do sono como Morfeu e o filho de Nix (a noite e Erubus – a escuridão), Hypnos, tido como o deus grego do sono e da sonolência; com seu equivalente romano Somnus. Hipnos era irmão gêmeo de Thanatus, o deus da morte. Cabendo ao primeiro o descanso restaurador de todas as criaturas terrestres, enquanto Thanatus pairava sobre a superfície.

Representação de Hypsos

Hypnos casou-se com Cárites (Graças), tendo com elas mil filhos chamados de Oneiroi ou Oniros. Mas cabendo a apenas três a responsabilidade de  dar sonhos a quem dormia; e uma filha distribuia os sonhos aos acordados:Ícelus – criador dos pesadelos; Morpheus – criador dos sonhos; Phantasos e Phobetor – criador dos objetos inanimados que aparecem nos sonhos; A Phantasia, era a única filha, criadora dos monstros e devaneios. Da palavra Hypnos derova o termo hipnose, um estado alterado e temporário de atenção.

Na Idade Media, a ideia de sono, muito influenciada pelos conceitos gregos derivados dos termos mitologicos como Nix, noite e Erobus, escuridão, pais de Hipnos o deus do sono, passou a ser encarada como um periodo perigoso, onde o mal estava sempre à espreita pronto a atacar os incautos, a noite passou a ser a vista como um periodo onde o Diabo tinha liberdade de agir e, baseados em passagens biblicas que reforçam o perigo da noite e a sua ligação com o adormecimento como algo mal, como na parabola das 10 virgens, o sono também passou a representar perigo já que as trevas das ruas mal iluminadas da epoca era um conivite para a ação de ladões e salteadores.

O terror noturno na Idade Média

Por isto,  Na idade média, as pessoas iam para a cama logo depois que o sol se punha, acordavam por volta da meia noite, ficavam acordados por volta de uma hora e depois dormiam até o sol nascer.

O hábito de dormir numa só vez começou no final do século XVII com a iluminação de rua e doméstica, e os cafés – muitos ficavam abertos a noite toda. A revolução industrial, por sua vez forçou a mudança no padrão do sono, pois os operários, por trabalharem mais de 12 horas por dia, dormiam como uma pedra no pouco tempo que lhes restava. Então ao mesmo tempo que o medo do mal foi desaparecendo graças às inovações tecnológicas, trabalhos mais árduos forçavam a mudança do ciclo do sono.

Nos tempos modernos, esta frequência tem sido alterada novamente, e homem voltou a dormir menos.  Celulares e smartphones, aparelhos tecnológicos de vários tipos acompanham o ser humano até em sua cama. O problema é que tais aparelhos emitem radiação que inibe a ação da serotonina, o neurotransmissor responsável pelo sono, impedindo que a pessoa tenha um sono de no mínimo 8 horas.

Estamos vivendo dias conturbados, dias difíceis, dias de muitas tubulações e de muita violência. O homem tem se tornado extremamente sanguinário. Pessoas hoje já não têm segurança nas ruas e nem mesmo dentro das suas casas estão seguros. Quem saí às ruas não têm certeza se voltam. Milhares de tragédias acontecem o tempo todo, os dias atuais são difíceis.

 Os dias do salmista também eram violentos, mas ele podia descansar no Senhor, pois ele acredita que dormir em paz é muito mais do que ter segurança física, trata da segurança do espírito tranquilo, de uma segurança emocional, trata se de dormir em paz com a sua própria consciência e saber que praticou o bem durante o dia, que fez tudo quanto era possível fazer e o Senhor abençoou o seu sono.

Eu e você também podemos descansar em Paz apesar das tempestades e das intempéries da vida, apesar da falta de falta de segurança que há em torno de nós podemos confiar e descansar naquele que vela pelo nosso sono e dormirmos em paz porque o senhor nos faz habitarmos em segurança.

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